7 referências sobre antropologia da arte (parte 2)

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Opa Opa!! Voltamos com mais pitacos!

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Vocês devem se lembrar que lançamos há umas duas semanas a primeira parte dos pitacos sobre Antropologia da arte. Bom, voltamos com a segunda! Temos mais 7 referências, gentilmente dadas pelo antropólogo Leonardo Bertolossi, para quem deseja conhecer e se aprofundar nesse universo da arte pela antropologia.

Vamos ver? Mas antes vamos reproduzir novamente a introdução que o Leonardo escreveu para conhecermos esse tema:

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O que difere uma antropologia da arte da sociologia da arte ou da filosofia da arte?

Enquanto a sociologia da arte se debruça sobre o campo artístico, seu mundo, gostos, distinções, capitais, cooperações e desvios onde participam seus personagens e a filosofia da arte se indaga sobre o pensamento em torno da estética de forma por vezes autônoma ao mundo social, talvez o que singularize a antropologia da arte seja o fato de o conceito mesmo de arte ser posto em questão.

É possível falar de uma arte universal que se expressa através de uma diversidade de expressões culturais? Alguns antropólogos apostam que sim (partidários da etno-estética), outros criticam o conceito e localizam seu etnocentrismo numa genealogia que remete ao romantismo alemão, à Kant e ao pensamento euro-americano com suas instituições e personagens que autenticam e autorizam determinados objetos como artísticos e seus produtores como artistas.

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É possível, portanto, falar de uma estética transcultural e de uma arte autônoma? Ou a ideia de arte e/ou imagem estaria relacionada à vida cotidiana e aos rituais em outras sociocosmologias? E quando esses objetos e imagens transitam entre diferentes mundos e recintos, quais ficções são produzidas através destas fricções simbólicas (e também ontológicas)? Seriam estes suportes materiais e imateriais apenas objetos passíveis de contemplação, ou também teriam ação sobre nossos corpos e cognições? Algumas das sugestões bibliográficas abaixo abordam os temas aqui mencionados, boa leitura!

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Agora sim: vamos aos pitacos!

1)      LATOUR, Bruno. Iconoclash: Beyond the Image Wars in Science, Religion, and Art. Massachusets: The MIT Press, 2002.

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2)   SANTOS, Laymert Garcia dos. Como a Arte Global transforma a Arte Étnica. In: Depois do Muro. Série Encontros. Vol. 2. Recife: Fundação Joaquim Nabuco/ Editora Massangana, 2010. Pp. 11-46.

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3)   GRABURN, Nelson. Arts of the Forth World. In: MORPHY, Howard; PERKINS, Morgan. The Anthropology of Art: A Reader. Oxford: Blackwell Publishing, 2006. pp. 412-430.

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4)   SEVERI, Carlo. Seeing, Thinking, Forgetting: Religious Images in the Work of an Artist. In: MARTIN, Jean-Hubert (ed.). Arte, Religione, Politica: Catalogue de L ‘Exposition. Padiglione D’Arte Contemporanea, Milano. pp. 26-29.

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5)   D’ESTOILE, Benoît. Le Goût des Autres: De L’Exposition Coloniale Aux Arts Premiers. Paris: Flammarion, 2007.

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6)   CAMPBELL, Shirley. A Estética dos Outros. In: PROA – Revista de Antropologia e Arte. Ano 2. Vol. 1. No. 2. Nov. 2010.

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7)   SAMAIN, Etienne. As Imagens não são Bolas de Sinuca. In: Como Pensam as Imagens. Campinas: Editora da Unicamp, 2012.

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E aí, gostou dos pitacos? Conhece mais referências sobre o assunto? Deixe seus comentários abaixo!

Bons pitacos!

 

Pitacos por:

Leonardo Bertolossi

Bacharel e Licenciado em História pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (2006), e Mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional (2010), ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ex-professor substituto de Antropologia Cultural na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. No mestrado, pesquisou as políticas e poéticas de representação indígenas norte-americanas do National Museum of the American Indian, em Washington D.C, Maryland e Nova York. No doutorado, realizado junto ao Departamento de Antropologia Social da Universidade de São Paulo, pesquisa as interseções entre o circuito e o mercado primário de arte contemporânea nos anos 1980 e 1990, com destaque para o “boom” de novas galerias decorrentes do surgimento da Geração 80 e da internacionalização da arte brasileira na década seguinte. É especializando em História da Arte e da Arquitetura no Brasil na PUC-Rio.