5 referências para quem ama comer, beber e ler

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Pitacodemia no ar!!

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E hoje com pitacos que é basicamente para… todo mundo.. Todo mundo mesmo!

Com colaboração do excelente blog Magali Viajante trazemos referências para quem ama comer, beber e ler… Basicamente quase mundo todo :D E que massa!

Para quem não conhece, Magali Viajante é um blog que junta todas as coisas boas que sua criadora, a Milena (pois é..ela não chama Magali :D ), gosta: comidas, viagens, culturas… Enfim, só coisa boa!  E lá tem de tudo viu: dicas de restaurantes, dicas quente para viagens, bares, e enfim, uma boa referência para pitaqueir@s que gostam de viver.. vivendo ;)

Bem, acho que vale a pena lermos das próprias palavras da Ma..opa, Milena:

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Atualmente, um dos gêneros que mais fazem sucesso nas livrarias é de culinária. Livros que ensinam receitas, indicam quantidades e recomendam alimentos que devem ser consumidos para uma vida mais saudável ou interessante.
Mas para os amantes de comida e bebida, há um tipo de literatura que vai muito além das fórmulas ou das técnicas, são os livros que contam uma história, que envolvem, daqueles que fazem você se perder no enredo, em que consegue imaginar o gosto dos ingredientes, a cor das frutas, consegue se inserir naquele contexto.

O que eu acho legal deste gênero é que pode ser legal para qualquer pessoa. Mesmo a pessoa que gosta de ler mas não tem nenhum interesse em cozinhar, pode ter prazer em uma leitura relacionada à comida.

 

Se você é uma dessas pessoas, sugiro cinco livros deliciosos para você que tem um pouco de Magali na sua essência.

Livros - Magali Viajante

Vamos aos pitacos:

1. 1001 comidas para provar antes de morrer.

Ok, este não é bem um livro de histórias… Mas o que eu adoro neste livro – e em alguns outros da série, como o 1001 lugares para conhecer antes de morrer – é que ele possibilita que você viaje procurando os ingredientes que já provou, e instiga a imaginação enquanto você pensa em como viabilizar a possibilidade de descobrir mais alguns nas próximas empreitadas.
Além disso, sempre fico surpresa em ver como existem tantos ingredientes diferentes no mundo. A gente que está sempre acostumado ao arroz-feijão-bife-batata-banana-couve, fica maravilhado ao ver que existe mazhanje-fiddlehead-labneh-kazunoko-biltong de zebra-berbere-junça-bammy-amardine.
Não faz ideia do que significam essas palavras? E eu não vou te contar, mas o livro vai!

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Frase preferida: “Enquanto leio, me pego a imaginar a possibilidade de partir em uma divina jornada de exploração pelo mundo, uma tarefa hercúlea e deliciosa, experimentando cada um dos 1001 ingredientes pelo caminho. Certamente se trata de um devaneio, mas nem por isso menos agradável.”

 

2. Aprendiz de Cozinheiro.

O livro, meio que uma versão masculina do Comer, Rezar e Amar, conta a história real e autobiográfica de um jornalista que fica meio sem rumo depois de terminar um casamento de 14 anos.
Ele decide, então, seguir por uma aventura pelas cozinhas da Itália e França, para aprender a cozinhar de verdade e se “reencontrar” na vida.
Este livro reúne alguns dos temas que as pessoas mais buscam hoje: comida, viagem e busca espiritual, e por isso, gostei tanto dele.

É um livro fácil e gostoso de ler e mostra de forma real a cozinha de grandes cidades da Europa, bem como de pequenos vilarejos italianos e franceses. Pra quem gosta de cultura gastronômica, é um prato cheio. É legal ver o personagem evoluindo na cozinha e cometendo erros que todo cozinheiro principiante comete.

Ah, no meio da história ele também traz algumas receitinhas, para quem se interessa…

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Frase preferida: “Para escapar daquela perturbação constante, me refugiei na cozinha. Lá, no meio de facas e picadores de gelo, me sentia de certo modo mais seguro. Reanimado pelo barulho dos mercados, tentava resolver minhas frustrações retalhando, fatiando, cortando em cubinhos e ralando com o mesmo tipo de vigor que se emprega, digamos, no jihad internacional. E ficava murmurando coisas enquanto trabalhava, num diabólico complemento às investidas físicas. A lâmina da faca de chef, ao bater na madeira, dava o ritmo de fundo, acompanhado por ladainhas interiores – ela podia ter sorrido, uma vez ou outra… ter me dado um abraço… isso não iria matá-la – que reforçavam a minha fossa. Se é verdade que a arte imita a vida, então o que eu fazia com os lombos de porco e os escalopes de vitela era o mesmo que o destino estava fazendo comigo.”

 

3. República Gastronômica da China.

O que me encantou demais neste livro é poder ter acesso à cultura e costumes chineses. A gente até come bastante comida chinesa por aqui, mas nem imagina o que realmente acontece nas cozinhas da China.

O livro conta a história de uma jornalista americana de origem chinesa que decide largar tudo e ir para a China para entender um pouco melhor as suas raízes a partir do ponto de vista da comida.

Lá, a tal da Lin-Liu (a jornalista), vive desde momentos muito bons, interessantes e gostosos, até passagens que ainda pontuam o autoritarismo e a dificuldade em alimentar uma população gigante como a chinesa.

Se você se interessa pela China, ou por culturas bem diferentes da nossa, vai amar este livro.
Mas para os que tem estômago fraco, preparem-se: a China é para iniciados, não iniciantes!

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Frase preferida: “Então me lembrei de algo que a diretora Wang me dissera certa vez: “. Azedo, doce, amargo, picante. Em minha vida, experimentei todos eles.” Sua vida fora mais amarga que doce, mais azeda que picante, mas as coisas estavam hai xing, nada mal. E isso me dava esperança com relação aos outros.”

 

4. Champanhe.

Este e o próximo livro falam sobre bebidas e tenho certeza que vão agradar muito o público masculino. Não por falar sobre bebida, mas por ser um relato histórico. Fazer uma ligação entre o mundo do vinho e as grandes guerras. Uma belíssima aula de história.

Este livro, indispensável para quem se interessa pelo mundo do vinho conta como o Champanhe sobreviveu aos tempos difíceis na França e no mundo.
Descreve bem a saga de personagens famosos deste universo, como Dom Pérignon e Madame Clicquot, por exemplo.
Para quem já visitou a região, ou pretende conhecer em breve, é leitura obrigatória para entender tudo o que essa bebidinha maravilhosa que todo mundo  adora beber em celebrações passou para se perpetuar, e como muito mais que uma bebida, o champanhe é parte da cultura e do orgulho francês.

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Frase preferida: “Essas ironias são parcialmente responsáveis pela aura de mistério e romance que envolve o champanhe. O que o champanhe tem? O som da palavra já é como o toque de uma varinha mágica: as pessoas começam a sorrir, relaxar e até fantasiar. Com certeza, nenhum outro vinho prestou-se tanto à poesia, à arte e ao exagero. Casanova o considerava um “equipamento essencial à sedução”. Coco Chanel disse que o bebia somente em duas ocasiões: quando estava apaixonada e quando não estava apaixonada. Lily Bollinger, uma das grandes damas da Champagne, foi além. “Bebo champanhe quando estou alegre e quando estou triste. Algumas vezes, bebo quando estou sozinha. Se estou acompanhada, considero-o obrigatório. Bebo uns golinhos quando estou com fome. Fora isso, não toco nele – a não ser, é claro, que esteja com sede.””

 

5) Vinho & Guerra.

Esse, apesar de ser o último, é o livro mais interessante da lista.
Ele é dos mesmos autores do Champanhe, que escrevem lindamente e sabem como cativar a atenção do leitor.

O livro conta como os franceses se desdobraram, se reinventaram e arriscaram tudo o que tinham para manter vivo o seu maior tesouro: o vinho. Para eles, perder seus vinhedos e seus vinhos era o mesmo que perder a própria identidade.

Durante a segunda guerra, além de todos os vinhedos perdidos pela devastação do conflito, os alemães perceberam que tomar o vinho e a cultura do vinho dos franceses era a maior humilhação que podiam causar neste povo. Mas os franceses não estavam dispostos a serem humilhados desta maneira. E não foram.

Desde passagens muito tristes como a falta extrema de comida na França, as doenças e milhares de mortes a histórias de superação, inteligência e estratégia, como os produtores de vinhos que envelheciam paredes com teias de aranha para esconder suas melhores safras, e judeus escondidos transportados dentro de barris, o livro traça um panorama histórico completo – e muito interessante – sobre a segunda guerra e a resistência francesa.
Um livro que todos deveriam ler.

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Frase preferida: “Ser um francês significa lutar por seu país e pelo vinho do seu país”

 

Gostou dos pitacos? Muito massa né… Aproveito para contar para vocês que a Magali Viajante estará sempre por aqui ;) aguardem o próximo post com pitacos.. enquanto isso, vocês podem (e devem) ir seguindo a página dela!

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É isso. Bons pitacos e até a próxima!

 

Pitacos por:

Milena Duarte

Apaixonada por viagens, comida e experiências culturais, ela criou o blog Magali Viajante para compartilhar isso com muitas pessoas.