10 referências sobre educação em museus

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Vamos falar mais um pouco de educação? Sim, um dos temas preferidos do Pitacodemia, em especial por conta das excelentes contribuições que recebemos.

Só que hoje o foco nessa temática é um pouco diferente (e bem instigante, aliás): educação em museus! Para quem deseja saber mais referências sobre educar em museus, ou simplesmente ter um outro viés para e sobre educação e conhecimento.

Quem nos deu os pitacos foi a Ana Lu do Valle, educadora e mestranda em Museologia, e que assume a palavra aqui para nos contar das referências que ela escolheu. Bons pitacos!

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A Educação apareceu em vários Pitacos dados por aqui. Está em todos nós e por toda a parte. Então, por que não nos museus? Mas, como nos museus?

Qual a função dos museus se eles não produzirem e disseminarem conhecimento e educação? Junto a outras áreas da museologia, o campo da educação em museus coloca em questão as possibilidades de transformação do ser humano e da sociedade a partir de acervos, exposições, ações educativas as mais variadas e para públicos diversos. O caminho em que mais acredito – e muitos dos que trabalham e estudam na área também – é aquele em que o museu possibilita discussões, conversas, pitacos, toda uma construção coletiva de conhecimento que é, no máximo, mediada por alguém que trabalha na instituição e não imposta ou guiada por ele.

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Ainda estamos engatinhando, mas o plano é sermos cada vez mais mediadores, educadores, facilitadores, e cada vez menos guias, monitores. Da próxima vez que formos ao museu, sugiro: não procuremos pelo monitor (só se for o de TV!), pelo guia ou pelo “cara que entende mais de arte/história/ciência que a gente”. Procuremos pelx mediadorx que, sim, estudou a temática, o prédio, o acervo, mas acima de tudo, que está dispostx a conversar sobre as obras ou objetos, e sobre o que nós levamos de vida, bagagem, conhecimento, inquietação =)

Que no museu (e fora dele!) todo mundo possa falar sobre obras de arte, instrumentos de ciência, documentos históricos e o que mais fizer sentido para quem estiver na conversa.

Que no museu também a gente possa dizer sempre #vaiterpitacosim

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Vamos aos pitacos:

1) Site do Programa Nacional de Educação Museal, com boletins mensais sobre o que rola nas Redes Estaduais de Educadores de Museus e a nível nacional, Brasil afora.

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2) Livros Espaços de Mediação (há várias edições, relacionadas a Simpósios, segue a referência de um deles):

ARANHA, Carmen S.G.; CANTON, Kátia (org). Espaços da Mediação: a Arte e seus Públicos. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 2013.

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3) Canal da Bienal de São Paulo no Youtube (seminários, formações, entrevistas, documentários).

4) Livro Que Público é Esse?, da galera do Percebe e Educa: MARTINS, Luciana Conrado. Que Público é Esse? Formação de públicos de museus e centros culturais. São Paulo: Percebe, 2013.

Disponível integralmente aqui ó!

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5) Cursos do MoMA de Nova York no Coursera e plataforma MoMA Learning.

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6) Livros sobre o Pensamento Museológico Brasileiro, com documentos importantes da área, além de comentários de quem foi aos eventos marcantes e artigos sobre vários temas , inclusive educação:

BRUNO, Maria Cristina Oliveira (org). O ICOM-Brasil e o Pensamento Museológico Brasileiro: documentos selecionados. São Paulo: Pinacoteca do Estado: Secretaria de Estado da Cultura: Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus, 2010, 2 volumes.

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7) Cadernos de Mediação do Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil

Disponíveis para download aqui ó!

 

8)  Série de vídeos Museus em Movimento, da Univesp TV:

 

9) Publicações do Comitê Internacional de Educação e Ações Culturais do Conselho Internacional de Museus (CECA/ICOM).

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10) Mito do Espelho de Olorum: 

Conta-se que no princípio havia uma única verdade no mundo. Entre o Orun (mundo invisível, espiritual) e o Aiyê (mundo natural) existia um grande espelho. Assim tudo que estava no Orun, se materializava e se mostrava no Aiyê. Ou seja, tudo que estava no mundo espiritual se refletia exatamente no mundo material. Ninguém tinha a menor dúvida em considerar todos os acontecimentos como verdades. E todo cuidado era pouco para não se quebrar o espelho da Verdade, que ficava bem perto do Orun, e bem perto do Aiyê.  Neste tempo, vivia no Aiyê uma jovem chamava Mahura, que trabalhava muito, ajudando sua mãe. Ela passava dias inteiros a pilar inhame. Um dia, inadvertidamente, perdendo o controle do movimento ritmado que repetia sem parar, a mão do pilão tocou forte no espelho, que se espatifou pelo mundo. Mahura correu desesperada para se desculpar com Olorum (o Deus Supremo).Qual não foi a surpresa da jovem, quando encontrou Olorum calmamente deitado à sombra de um iroko (planta sagrada, guardiã dos terreiros). Olorum ouviu as desculpas de Mahura com toda a atenção, e declarou que, devido à quebra do espelho, a partir daquele dia não existiria mais uma verdade única. E concluiu Olorum: “De hoje em diante, quem encontrar um pedaço de espelho em qualquer parte do mundo, já pode saber que está encontrando apenas uma parte da verdade, porque o espelho, espelha sempre a imagem do lugar onde ele se encontra”.

Retirado de uma publicação mais que bacana do pessoal do V ENAPEGS!

 

E aí, curtiram os pitacos? Vocês conhecem mais referências sobre o tema? Deixe seus pitacos abaixo!

 

Bons Pitacos!

 

Pitacos por:

Ana Luiza Rocha do Valle

Apaixonada por Educação não formal e por Literatura, a caminho de compreender de que formas essas (e tantas outras) coisas cabem e se ajeitam nos Museus. Com um pezinho ‘garrado na Academia e nas formalidades, aprendendo a conciliar esses dois lados. Bacharel em Estudos Literários, mestranda em Museologia, Educadora, Contadora de Histórias e adepta das micro revoluções diárias.