10 referências de obras cinematográficas sobre/na Amazônia

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Ó Amazonas“…

Das belezas (e grandezas) naturais que temos em nosso país, certamente a Amazônia é a maior delas.

Apesar dessa grande, ainda temos índices cada vez mais alarmantes e abusivos de desmatamento e poluição nesse grande ecossistema presente no norte de nosso país.

Para conhecermos um pouco sobre a importância desse local, trazemos hoje pitacos de obras cinematográficas sobre e na Amazônia. Pitacos fruto da contribuição de Bruno Villela, uma forma interessante (filmes) de ver e conhecer mais a fundo sobre uma questão tão séria.

Bom, como ele que entende do assunto, deixamos a palavra com ele. Bons pitacos!

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As imagens e a representação da Amazônia tem um capítulo fundamental na história do cinema. Sobretudo as produções do cinema documental e etnográfico realizadas na Amazônia espelham distintas atualizações de regimes de visibilidade e de discurso.

O binômio natureza-cultura sustenta um movimento de autoconsciência e identidade crítica em relação ao olhar sobre a Amazônia, que caminha do mais estrangeiro ao mais interno, convergindo debates entre as imagens da Amazônia pelo cinema “de fora” (frequentemente exotizante) e pelo produzido “de dentro”.

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Dos “filmes de monstro” e os shockmentaries estrangeiros à autorrepresentação indígena (e mais recentemente trabalhos compartilhados entre cineastas indígenas e não-índios) a lista abaixo elenca obras que, embora nem sempre revelem a realidade amazônica, expressam a multiplicidade de olhares internos e externos dessa região. Assim justificamos a inclusão de obras como Canibal Holocaust, um filme de terror apelativo e exotizante que em pleno anos 1980 ainda retrata povos amazônicos sobre as categorias do “selvagem e primitivo” e sob a concepção de natureza completamente separada de cultura.

Destacamos na lista abaixo, sobretudo a produção local, construída de forma descontínua entre o português radicado no Amazonas Silvino Santos, considerado um dos precursores do documentário no Brasil, as produções modernas dos anos 1960 a 80 e as produções indígenas em vídeo atuais.

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1- “Rituais e festas Bororo” (Documentário – Brasil, 1917) – Luiz Tomás Reis – Comissão Rondon.

2- “No paíz das Amazonas” (Documentário – Brasil, 1921) – Silvino Santos.

3- “Kuarup” (Documentário – Brasil, 1962) Heinz Forthman e Roberto Cardoso de Oliveira.

4 – “Iracema, uma transa amazônica” (Ficção – Brasil, 1974/1981) Jorge Bodansky.

5 – ” A Tribo que se Esconde do Homem” (Documentário – Inglaterra/Brasil – 1970) Adrian Cowell.

6 – “Canibal Holocaust” (Ficção – Itália, 1980) – Ruggero Deodato.

7 – “Fitzcarraldo” (Ficção – Alemanha, 1982) Werner Herzog.

8 – “Corumbiara” (Documentário – Brasil, 2009) Vincent Carelli.

9 – “PI’ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem Nome” (Documentário – Brasil, 2009) Divino Tserewahú.

10 – “As hipermulheres” (Documentário – Brasil, 2011) Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro.

 

E aí, gostaram dos pitacos? Conhecem mais referências sobre esse tema? Deixe seus comentários abaixo!

Bons Pitacos!

 

Pitacos por:

Bruno Villela

Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, Mestre em Ciências da Integração da América Latina (Comunicação e Cultura) pelo PROLAM-USP, com pesquisa sobre documentário social na Argentina e Brasil. Atualmente é roteirista e diretor do programa Nova Amazônia produzido pela TV Cultura-Amazonas e veiculado em rede nacional pela TV Brasil, pesquisador do Núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas (NAVI-UFAM) e professor visitante do curso de Tecnologia em Produção Audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).