10 referências de livros censurados pela Ditadura Militar (1964-1984)

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Regimes ditatoriais ou governos de exceção geralmente deixam marcas na cultura de um país ou povo. Seja regime totalitário, religioso-fundamentalista ou uma junta militar, uma das primeiras atitudes desses regimes é a proibição de livros e outros conteúdos culturais, que estimulariam ou disseminariam ideias tidas como “subversivas.

Na última ditadura brasileira brasileira não foi diferente: cerca de mais de 500 livros (sem contar peças, jornais, etc) foram censurados, de acordo com o trabalho de Sandra Remião,  Repressão e Resistência: Censura de Livros na Ditadura Militar.

Em defesa da democracia, e lembrando os recém 50 anos completos do Golpe Militar, resolvemos (eu e o já conhecido amigo do blog, José Renato Pedrini) organizar uma pequena lista com referências de livros censurados pela Ditadura. Há muito mais, claro, mas é possível ter uma noção aqui com essa lista.

Isso é bom para lembrar a importância da democracia e liberdade de expressão, pensamento e comunicação – sem os quais projetos como o próprio Pitacodemia seriam impossíveis. Um Viva à liberdade!

Vamos aos pitacos:
[Primeiramente as referências de literatura]

1) Rubem Fonseca. Feliz Ano Novo.

2) Ignácio de Loyola Brandão. Zero.

3) Aguinaldo Silva. Dez histórias imorais.

4) Renato Tapajós. Em câmara lenta.

5) Dalton Trevisan. Mister Curitiba.

[E as referências de Estudos Sociais e trabalhos de teor acadêmico]

6) Caio Prado Jr. O Mundo do Socialismo.

7) Darcy Ribeiro. A Universidade Necessária.

8) Márcio Moreira Alves. O Despertar da Revolução Brasileira.

9) Nelson Werneck Sodré. História Militar do Brasil.

10) Rose Marie Muraro. A Mulher na Construção do Mundo Futuro.

E aí? Você conhece outras obras que também foram censuradas? Deixe seu comentário abaixo!

Bons Pitacos!

Pitacos por:
Tulio Custódio & José Renato Pedrini
Amigos que, dentre outros assuntos, gostam de falar sobre livros, música e tecnologia.