10 referências de Brasis NoBrasil

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Pitacodemia está de volta!

Dessa vez com pitacos interessantíssimos sobre um lugar que tod@s conhecemos mas também não tanto: Brasil!

Bem, não é a primeira que temos esse tema por aqui, mas a novidade hoje é que ele é dado por duas pessoas, colaborativamente, e trazem referências de uma forma bem interessante.

Imagem do filme Kbela

Imagem do filme Kbela

Com contribuição de Mayra (do projeto Brasis) e de Diane (do NoBrasil), trazemos 10 referências sobre Brasil, que tem vários Brasis dentro de um só ;)

Ah, aliás essas duas moças muito sabidas do assunto estarão dando um curso logo menos (dia 14 de Junho). É o curso ADENTRO, para uma experiência para olhar o Brasil de uma forma diferente. Portanto, se curtiu esses pitacos e quer mais de Brasil, corre porque tem vaga lá ainda ;)

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Vamos os pitacos:

1) Uma música.

Quem não tem canoa cai n’água, Zé Manoel.

Do disco Canção e Silêncio do pernambuco de Petrolina, Zé Manoel. Ele, que cresceu às margens do São Francisco, lançou seu novo álbum no dia 29/05 e se destaca justamente por voltar-se para dentro, para suas origens e raízes, na sua produção musical. Tive o prazer de dar um abraço nesse sertanejo no dia do pré-lançamento de seu disco e desejo: benção, Zé.

 

2) Uma exposição.

Ocupação Dona Ivone Lara no Itaú Cultural.

Entre os dias 16 de maio e 21 de junho, o público poderá conhecer a vida e a obra da rainha do samba. O espaço também promoverá apresentações teatrais e shows.

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3) Um livro.

Brasil: Uma biografia, por Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling.

Uma nova biografia do país que traz também o cotidiano, as minorias, o trivial. Já admiro bastante as produções e olhares de Lilia sobre o nosso país (a Antologia e Catálogo da exposição Histórias Mestiças, foram das melhores leituras que fiz nos últimos meses) e foi com grande entusiasmo que recebi a notícia do lançamento de seu livro com Heloisa Starling: leitura obrigatória para todos os interessados em culturas brasileiras.

Heloísa Starling e Lilia Schwarcz.

Heloísa Starling e Lilia Schwarcz.

 

4) Um artista.

Jonathas de Andrade

Conhecer o Jonathas pessoalmente em sua casa no Edifício Pernambuco, na cidade do Recife, e entender mais sobre o seu processo de trabalho fez com que eu admirasse ainda mais a sua produção. Como ele mesmo diz, o seu trabalho é sobre relações entre diferentes Brasis.

Jonathas de Andrade.

Jonathas de Andrade.

 

5) Um som.

Tiganá Santana. 

Parei em outro lugar no show do Tiganá. Um artista completo que reinventa a cena da música brasileira, faz um som que emociona e nos mostra que é possível falar de forma diferente apenas mudando o ponto de vista.

Tiganá Santana.

Tiganá Santana.

 

6) Um projeto.

Objetos da Floresta.

Olhar a amazônia através do design. Essa é a proposta do livro da designer Andrea Bandoni que conheci em 2012 e que desde então, mantém-se na minha lista como um dos projetos mais relevantes do design brasileiro já que nele é a natureza que esculpe, dá vida e significado aos objetos.

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7) Uma designer.

Lane Marinho.

A Lane é um fenômeno. Conhecer o processo de criação dela é uma aula de pesquisa e a prova de como a linguagem se forma como identidade de um artista quando ele se propõe de fato, a vivenciar o trabalho do experimento e as infinitas possibilidades de se compor.

Lane Marinho

Lane Marinho

 

8) Um filme.

Kbela .

Apesar do filme só estrear em agosto, já é possível ver nos teasers a riqueza e acabamento na composição das imagens, direção de arte e fotografia que como em uma colagem-poesia, narram a experiência de ser mulher e torna-se negra no Brasil. Certamente, uma referência para o cinema nacional fruto de um trabalho feito por muitas mãos com direção de uma das meninas mais fodas do Rio: a Yasmin Thayná.

 

9) Uma obra.

A Presença negra.

Um grupo de artistas negros ocupam em dias de abertura as maiores galerias e museus de arte do país para discutir, ocupando espaços, a ausência de afrodescendentes. Pra mim, a melhor proposição da arte contemporânea do Brasil na atualidade por trazer na ação do corpo, problema e solução de uma forma criativa, objetiva e política.

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10) Um fotógrafo.

João Roberto Ripper.

Nos trabalhos e imagens de Ripper reconheço o ponto de vista que aprendi a ter na minha trajetória brasileira: o do bem-querer. Sinto-me extremamente agradecida por sua forma propositiva de retratar o Vale do Jequitinhonha, já que esse é um dos lugares que marcam a minha origem e que é tão comumente coberto a partir de uma pauta da ausência.

João Roberto Ripper.

João Roberto Ripper.

 

E aí, gostaram das referências? Têm mais sugestões? Deixe seus pitacos abaixo!

Bons pitacos e até a próxima!

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Pitacos por:

Mayra Fonseca e Diane Lima

Mayra é iniciadora do Brasis, Diane Lima faz o NoBrasil. Mayra é do Sertão de Guimarães Rosa e Diane nasceu na Chapada Diamantina. Uma tem raiz indígena, a outra veio de matriz africana. Mayra é mestre em Antropologia, apaixonada por regionalismo, e faz projetos de pesquisa comportamental e cultural há mais de doze anos. Diane é especialista em Arte e Contemporaneidades e desenha ideias, serviços, processos, produtos e experiências. Pela trajetória de vida e pelas escolhas profissionais, elas se encontraram no mesmo caminho: em um Brasil que quer se conhecer, se valorizar e se fortalecer a partir do que somos; em um exercício que começa olhando para dentro.